Foi com alegria que a Iyalorixá do Terreiro Ilè Ase Oya Funké, Mãe Vanda, 68 anos, casada há 48, Bisavó, avó, Mãe de 06 filhos biológicos e mais de duas centenas de filhos espirituais. Advogada, Membro dos Conselhos municipais de Assistência Social, da Criança e do Adolescente, dos Direitos da Mulher. Sócia Fundadora da ACAI Associação do Culto Afro Itabunense (1987) e atual presidente, onde executa o Projeto Cultura Em Ação/Programa Pontos de cultura da Bahia. Recebeu o convite para dar uma entrevista na TVI na cidade de Itabuna, acerca dos seus 30 anos de sacerdócio (comemorado 22/02) e das atividades do Ponto de Cultura da Associação do Culto Afro itabunense para 2010. Ao comparecer a sede da emissora a sacerdotisa foi covardemente constrangida ao ser comunicada que o diretor do Programa o Sr. Barbosa Filho não permitia a entrevista por ser o assunto ligado à religião do candomblé. A repórter Keli Dourado, visivelmente envergonhada, pediu perdão a Iyalorixá, mas deixou claro que a direção do Programa estava irredutível. A sacerdotisa retornou para sua residência revoltada com a falta de respeito com que as Comunidades de Terreiros são tratadas constantemente por fanáticos religiosos e preconceituosos nos veículos de comunicação, principalmente no interior do estado. Mãe Vanda foi medicada e passa bem.
Em virtude do ocorrido a Comunidade Do Terreiro Ilè Ase Oya Funké, vem em busca do apoio das entidades, autoridades e lideranças a esta carta de repúdio, com a intenção de acionar a justiça e a sociedade contra esse ato infame de preconceito e falta de respeito à constituição e as leis deste país, contra o direito de expressão e de liberdade de culto, na luta contra a discriminação contínua com que as Comunidades Tradicionais de cultura Negra e Indígena são tratadas e pelo descaso das autoridades competentes.
Luiz Dantas
Babalasé N’Ilè Ase Oya Funké
Coordenador ponto de cultura
Associação do Culto Afro Itabunense
Projeto cultura em ação
ACAI/Bahia
(73) 3612-0175
Ninguém nasce odiando outra pessoa, pela cor da sua pele, por sua origem. Ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender a odiar: e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.
(Nelson Mandela)
